Animações nacionais

Publicado: 25 de agosto de 2010 em Para pensar

Além de Peixonauta e Princesas do Mar  os brasileiros estão providenciando “Escola pra Cachorro”

O enredo consiste em: todas as manhãs as pessoas deixam seus cachorrinhos numa escola. Os filhotes brincam e aprendem sobre temas do cotidiano. Como cada um dos cinco personagens é de uma raça e a mensagem é respeitar e aceitar as diferenças.

Ao contrário do que aconteceu com a série Princesas do Mar, a ideia de Escola Pra Cachorro é de uma empresa canadense, mas executada aqui — pertence 52% ao Brasil e 48% ao Canadá. Foi produzida em parceria com a TV Ontário (Canadá) e outros parceiros que ao todo investiram 3 milhões de reais para fazer 26 episódios de 11 minutos.

O objetivo é vender a série a 40 países e promover projetos da empresa que antes tinha foco em animações publicitárias. ”Vamos manter as parcerias para contar com a experiência de quem é reconhecido no mundo”, diz Tiago Mello, produtor executivo da Mixer.

Outra série em produção é Meu Amigãozão, da 2DLab. A proposta é igualmente interessante para o universo infantil.

Três crianças no começo da vida escolar enfrentam dificuldades para fazer amigos no colégio. Uma delas porque é mandona, outro porque não gosta de emprestar os brinquedos. Assim, escolhem grandes animais de pelúcia (mas com vida) para os ajudar nessa missão. Tem um elefante (foto) e uma girafa, por exemplo. ”Eles transferem para os amigos traços de personalidade que não têm”, explica André Breitman, produtor executivo da 2DLab.

A proposta conquistou a Discovery Kids no Brasil, a Treehouse TV no Canadá (é uma das mais importantes) e em um ano teve estrutura financeira necessária para a iniciativa. ”A parceria com a canadense foi importante porque vai funcionar como um selo de qualidade quando chegar a hora de comercializar no exterior”, diz. Quem ficar ansioso, terá de se controlar até o começo do ano que vem, quando chega às telinhas.

O único longa sendo feito (outros existem só como projetos) é o Minhocas, da Animaking. Desenvolvido com a técnica de stop motion — que pareceu aos produtores mais adequada do que investir em computação — conta a história de Júnior, um menino-minhoca de 11 anos que está tentando se encontrar na turma do condomínio em que vive. Quando é escavado acidentalmente, vive várias aventuras em uma terra comandada por um vilão.

A maior barreira é orçamentária. A verba de 10 milhões de reais é bem menor (bem mesmo) do que a do filme A Era do Gelo 3, que custou 90 milhões de dólares. Mesmo assim, para arrecadar o valor foi preciso fechar acordos com a Globo Filmes, a Fox Filmes, a canadense Wizz, buscar incentivos do governo e patrocínios. Hoje 50 pessoas trabalham em Florianópolis (sede da empresa) para criar um longa e fazer frente aos milionários estrangeiros. ”A gente sabe que se formos um fracasso não teremos outra chance e a nossa intenção é abrir a porta para o filme brasileiro”, afirma Paolo Conti, sócio da Animaking e diretor do filme.

texto de Luiza Dalmazo

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